Budismo Filosofia ou Religião??
Oi,Gente tudo bem com vocês??
Senti ontem muita falta do meu pai, talvez por ainda não me acostumar com a ausência dele..
Mas estou reunindo forças pra seguir em frente e estou até reelendo o livro 'Heróis de Verdade"
do Roberto Shinyashiki..
Estou deixando aqui um texto que peguei do senhor Antônio Nakamura, no EPV que ele sempre envia que me chamou atenção..
BOA LEITURA E BOM FINAL DE SEMANA..

Budismo – Filosofia ou Religião?
Edição nº. 66 do jornal SPNEWS, de 8 de agosto
O Budismo é considerado uma filosofia de vida baseada integralmente nos profundos ensinamentos do Buda para todos os seres humanos, que revela a verdadeira face da vida e do universo.
Enquanto pregava seus ensinamentos, o Buda não tinha a intenção primordial de converter as pessoas, mas sim iluminá-las. É uma religião em que a sabedoria predomina para nortear um correto modo de pensar e agir.
O Budismo propiciou a percepção da paz interior, felicidade e harmonia a milhões de pessoas durante sua longa história de mais de 2.500 anos, cujo advento, portanto, antecede às correntes monoteístas do Judaísmo, Cristianismo e Islamismo.
O Budismo é uma religião prática, devotada a condicionar a mente inserida em seu cotidiano, de maneira a levá-la à paz, serenidade, alegria, sabedoria e liberdade perfeitas. Por ser uma maneira de viver que extrai os mais altos benefícios da vida, é freqüentemente chamado de "Budismo Humanista".
Muitos conceitos se assemelham às filosofias empregadas nas diversas religiões não-budistas. Entretanto, há diferenças fundamentais porque não emprega as teorias criacionistas fortemente difundidas no mundo ocidental.
A vida sem começo e sem fim
A visão da eternidade da vida com certeza não é única do budismo, mas amplamente aceita entre muitas antigas religiões indianas. O budismo revelou a Lei de Causa e Efeito que atua por todos os lados desse eterno fluxo da vida. Porém, essa visão inicial ainda se baseava no fatalismo ou no determinismo e praticamente negava a existência do livre arbítrio. Aprofundando ainda mais na lei da causalidade, o Sutra de Lótus ensinava que as pessoas possuem um poder inerente com o qual podem desafiar o destino e romper as correntes.
Conforme os ensinamentos anteriores do budismo, as causas cometidas no passado produzem no presente os efeitos correspondentes e as ações do presente formam por sua vez o futuro da pessoa. Porém, uma vez que a vida da pessoa neste mundo está predestinada como conseqüência das causas passadas, não se pode mudar o destino para melhor.
Sem voltar para o passado e transformar essas causas, nada há a fazer a não ser conformar-se com as circunstâncias do presente. Mas é impossível repetir o passado e, portanto, mudar o presente. Essa é a visão comum do destino, empregada na maioria das religiões do mundo.
Em contraste, o Sutra de Lótus esclareceu a realidade da vida eterna e imutável que existe independentemente do carma criado de acordo com a lei da causalidade e ensinou que é possível mudar o destino da pessoa e também o futuro fazendo essa vida aflorar. Para que as pessoas compreendessem isso, o Sutra de Lótus esclareceu o sistema pelo qual a vida e a lei funcionam apresentando uma análise detalhada da vida.
O conceito da eternidade da vida não pode ser compreendido com facilidade pelas pessoas da época atual, apesar de ter sido parte integrante das antigas religiões indianas. Essa é uma das questões mais controversas. Além do mais, é praticamente impossível comprovar cientificamente a eternidade da vida. Se os cientistas quiserem analisar o estado em que a vida continua após a morte, deverão primeiro compreender o que a vida realmente é. Mas ainda não há nenhum método científico para compreender a qualidade essencial da própria vida.
É necessário julgar as hipóteses religiosas e verificar como elas explicam o fenômeno da vida, que parece ser inexplicável à limitada inteligência humana. O conceito budista de que a vida é eterna e que, no entanto, passa por constantes transformações de uma forma para outra é a explicação mais lógica para justificar as diferenças entre os vários destinos dos seres humanos desde o momento do nascimento. As pessoas nascem em diferentes condições e circunstâncias, e devem transformá-las se quiserem alcançar a felicidade. Se uma existência anterior não tiver sido postulada para uma pessoa viva no presente, o destino ou carma dessa pessoa deve ser atribuído a outro ser absoluto e sobrenatural, ou ao puro acaso. A hereditariedade não é a única responsável pelas diferenças individuais, pois diferenças existem até mesmo entre filhos dos mesmos pais. Concluindo, a explicação mais razoável diz que a vida continua eternamente, dependendo da lei do carma ou de causa e efeito que opera no passado, no presente e no futuro.
Senti ontem muita falta do meu pai, talvez por ainda não me acostumar com a ausência dele..
Mas estou reunindo forças pra seguir em frente e estou até reelendo o livro 'Heróis de Verdade"
do Roberto Shinyashiki..
Estou deixando aqui um texto que peguei do senhor Antônio Nakamura, no EPV que ele sempre envia que me chamou atenção..
BOA LEITURA E BOM FINAL DE SEMANA..

Budismo – Filosofia ou Religião?
Edição nº. 66 do jornal SPNEWS, de 8 de agosto
O Budismo é considerado uma filosofia de vida baseada integralmente nos profundos ensinamentos do Buda para todos os seres humanos, que revela a verdadeira face da vida e do universo.
Enquanto pregava seus ensinamentos, o Buda não tinha a intenção primordial de converter as pessoas, mas sim iluminá-las. É uma religião em que a sabedoria predomina para nortear um correto modo de pensar e agir.
O Budismo propiciou a percepção da paz interior, felicidade e harmonia a milhões de pessoas durante sua longa história de mais de 2.500 anos, cujo advento, portanto, antecede às correntes monoteístas do Judaísmo, Cristianismo e Islamismo.
O Budismo é uma religião prática, devotada a condicionar a mente inserida em seu cotidiano, de maneira a levá-la à paz, serenidade, alegria, sabedoria e liberdade perfeitas. Por ser uma maneira de viver que extrai os mais altos benefícios da vida, é freqüentemente chamado de "Budismo Humanista".
Muitos conceitos se assemelham às filosofias empregadas nas diversas religiões não-budistas. Entretanto, há diferenças fundamentais porque não emprega as teorias criacionistas fortemente difundidas no mundo ocidental.
A vida sem começo e sem fim
A visão da eternidade da vida com certeza não é única do budismo, mas amplamente aceita entre muitas antigas religiões indianas. O budismo revelou a Lei de Causa e Efeito que atua por todos os lados desse eterno fluxo da vida. Porém, essa visão inicial ainda se baseava no fatalismo ou no determinismo e praticamente negava a existência do livre arbítrio. Aprofundando ainda mais na lei da causalidade, o Sutra de Lótus ensinava que as pessoas possuem um poder inerente com o qual podem desafiar o destino e romper as correntes.
Conforme os ensinamentos anteriores do budismo, as causas cometidas no passado produzem no presente os efeitos correspondentes e as ações do presente formam por sua vez o futuro da pessoa. Porém, uma vez que a vida da pessoa neste mundo está predestinada como conseqüência das causas passadas, não se pode mudar o destino para melhor.
Sem voltar para o passado e transformar essas causas, nada há a fazer a não ser conformar-se com as circunstâncias do presente. Mas é impossível repetir o passado e, portanto, mudar o presente. Essa é a visão comum do destino, empregada na maioria das religiões do mundo.
Em contraste, o Sutra de Lótus esclareceu a realidade da vida eterna e imutável que existe independentemente do carma criado de acordo com a lei da causalidade e ensinou que é possível mudar o destino da pessoa e também o futuro fazendo essa vida aflorar. Para que as pessoas compreendessem isso, o Sutra de Lótus esclareceu o sistema pelo qual a vida e a lei funcionam apresentando uma análise detalhada da vida.
O conceito da eternidade da vida não pode ser compreendido com facilidade pelas pessoas da época atual, apesar de ter sido parte integrante das antigas religiões indianas. Essa é uma das questões mais controversas. Além do mais, é praticamente impossível comprovar cientificamente a eternidade da vida. Se os cientistas quiserem analisar o estado em que a vida continua após a morte, deverão primeiro compreender o que a vida realmente é. Mas ainda não há nenhum método científico para compreender a qualidade essencial da própria vida.
É necessário julgar as hipóteses religiosas e verificar como elas explicam o fenômeno da vida, que parece ser inexplicável à limitada inteligência humana. O conceito budista de que a vida é eterna e que, no entanto, passa por constantes transformações de uma forma para outra é a explicação mais lógica para justificar as diferenças entre os vários destinos dos seres humanos desde o momento do nascimento. As pessoas nascem em diferentes condições e circunstâncias, e devem transformá-las se quiserem alcançar a felicidade. Se uma existência anterior não tiver sido postulada para uma pessoa viva no presente, o destino ou carma dessa pessoa deve ser atribuído a outro ser absoluto e sobrenatural, ou ao puro acaso. A hereditariedade não é a única responsável pelas diferenças individuais, pois diferenças existem até mesmo entre filhos dos mesmos pais. Concluindo, a explicação mais razoável diz que a vida continua eternamente, dependendo da lei do carma ou de causa e efeito que opera no passado, no presente e no futuro.

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