Itsuka (um dia desses) By-Lia.

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sexta-feira, novembro 02, 2007

EXPLANAÇÃO DO PRESIDENTE IKEDA, SOBRE A MORTE..



No livro "Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo" (PHJ), nas páginas 230 e 231, consta o seguinte trecho da explanação do Presidente Ikeda:

Pelo fato de morrermos, podemos apreciar as maravilhas da vida. Podemos experimentar a grande alegria de estarmos vivos. Esse é, na realidade, o ensino supremo da vida.

Não há sentido algum se vivermos dominados pelo medo da morte ou cairmos em depressão cada vez que adoecemos ou sofremos um acidente. Porém, ao mesmo tempo, não consigo acreditar naqueles que dizem não ter receio de arriscar a vida ou nos que dizem não ter o menor temor com relação à morte. Isso não passa de presunção.

O mais temível de tudo é a morte interior, a morte espiritual, ou seja, perder o desejo de viver de forma significativa e plena. Norman Cousins, considerado como "consciência da América", chegou à seguinte conclusão a partir de sua experiência de ter superado muitas doenças graves: "A morte não é a maior tragédia da vida. A maior tragédia da vida é a 'despersonalização'".

Ninguém pode escapar da morte. Exatamente por essa razão, quando as pessoas determinam viver cada instante com todas as forças para fazer o momento presente resplandecer, quando decidem viver uma existência verdadeiramente humana, podem reunir uma força impressionante. E, ao mesmo tempo, podem manifestar um espírito de consideração pelos demais.

Nesse ponto reside a natureza mística da vida, o Caminho Essencial ou Caminho do Meio. O budismo é um sistema filosófico que ensina esse modo fundamental de viver.

Devemos compreender que a morte é uma das fases da própria vida, uma experiência que todos passarão. O Daimoku e as causas pelo Kossen-rufu propiciam a todos nós uma visão clara e real sobre a morte. Dessa compreensão, podemos compreender a essência da vida com maior discernimento, sem temor e apegos.


Para o Budismo, morte e vida não são opostos, ou essencialmente “antônimos”, como aprendemos na escola. Tanto a vida quanto a morte são fases da vida – ora em estado manifesto, ora em estado latente.
“Myoho”, de Nam-myoho-rengue-kyo, é traduzido como “Lei Mística”. “Myo” (místico) também significa morte e “Ho” (Lei), vida. Então, “morte” é místico – mas não no sentido de misticismo ou sobrenatural e sim de “misterioso” ou de difícil compreensão.

Nitiren Daishonin nos ensina que “para se compreender sobre a vida é necessário antes entender a morte”. A vida, em si, é a não substancialidade. Como uma energia – cósmica – que se manifesta quando há o ambiente favorável, ela é eterna e permeia todo o universo.

Costumeiramente se diz que “quando morremos a vida se funde com o universo”. Eu rebato insistentemente que não é bem assim e digo: “nossa vida não se funde com o universo, pois ela é e sempre foi fundida com o universo”. Da mesma forma, costuma-se dizer que “quando morremos a vida abandona o corpo” e então, novamente rebato: “quando morremos é o corpo que abandona a vida, pois a vida é eterna e o corpo é finito”.
Bom é isso. Espero que todos tenham um ótimo final de semana..
Extraido do e-mail de Antõnio Nakamura.