Itsuka (um dia desses) By-Lia.

Blog,pessoal,com comentários filosóficos sobre BUDISMO, E SOBRE UMA REFLEXÃO DA VIDA,E COM ARTIGOS CULTURAIS E SOBRE A INFLÛENCIA DO DIREITO NA VIDA DAS PESSOAS! Espero que vc, curta! Sayonara! Lia.

quarta-feira, junho 27, 2007

LIDANDO com o estresse

Oi, Gente, tdo bem com vc´s!!
achei interessante postar esse artigo do sensei pelo simples fato de pensar como estamos agindo no nosso dia a dia.. Nem mal levantamos, e já estamos praticamente de mal humor e saco cheio..
Talvez vc lendo esse texto, faz vc repensar sobre as atitudes diárias, assim como eu estou pensando ultimamente..
Mas saiba que com o budismo aprendi a controlar melhor meu jeito de ser, ou seja mesmo que o mundo venha abaixo, tento não descontar em ninguém meus problemas.. E senti que precisamos ter um certo controle sobre a "coisa" me refiro sobre pensamentos e vontades que cercam a gente, é preciso saber administrar isso, colocando cada coisa em seu devido lugar, através de meditação, exercicio fisico ou qualquer coisa parecida..
Bom é isso, que vc tenha uma boa leitura e boa semana.

Ps: o texto é de 1998, vc´s iram perceber que desde essa época, pouco coisa se alterou...

Por Daisaku Ikeda

Nós vivemos numa era cheia de estresse. A sociedade humana em todos os lugares está mudando rapidamente e a tendência para mudanças parece estar aumentando. As mudanças e incertezas são sempre um fonte de estresse. Paralelamente, a sociedade está se tornando extremamente competitiva – e mesmo as crianças sentem necessidade de competir por boas notas na escola. E, a medida que as sociedades se modificam, as relações humanas que são fundamentais para sustentar as pessoas estão se enfraquecendo.
Um psicólogo americano classificou os eventos mais estressantes na vida. Na escala mais alta estava a morte de um cônjuge, seguido de divórcio, separação e prisão. Mesmo situações agradáveis podem ser fontes de estresse – o casamento se situa como o sétimo evento mais estressante, posição situada entre insulto ou doença e perda do emprego.
O estresse também provoca doenças. Alergias, desordens cutâneas, asma, úlceras e câncer são relacionadas ao estresse, mostrando o íntimo laço existente entre o corpo e a mente. O estresse é conhecido como a diminuição da resistência do corpo, tornando-nos vulneráveis a uma série de problemas. Além disso, em certas ocasiões, a resposta do indíviduo ao estresse, como a bebida ou o excesso de comida, podem ser tão nocivos quanto o próprio estresse.
Em geral, certas qualidades positivas para uma pessoa – tal como um senso de responsabilidade ou desejo por perfeição – podem realmente aumentar o estresse que o indivíduo irá enfrentar. Aqueles que estão sempre preocupados com o que os outros pensam sobre a sua pessoa, acabarão criando um enorme e desnecessário estresse em suas próprias vidas.
O que é vital é ser autêntico consigo mesmo, e não sempre se comparar com os outros ao seu redor. Cada um de nós é uma estrela com sua própria história de vida e o melhor caminho para viver é tomar as nossas próprias decisões e seguir nossas próprias convicções. Cada um de nós, deve ser livre para ser si mesmo. As pessoas que não conseguem expressar suas verdadeiras opiniões e sentimentos têm-se mostrado extremamente vulneráveis ao estresse.
A insegurança e ansiedade, ao invés do mero ato de estar ocupado, são o que destroi a saúde física e mental. É dito que uma máquina não quebra devido ao uso contínuo, mas pela constante fricção que eventualmente a faz parar. Assim, a preocupação e o estresse são a ‘fricção’ da vida humana.
Alguns anos atrás, eu me encontrei com o Dr. Anthony Marsella, da Universidade do Havaí. Ele propôs algumas idéias para se lidar com o estresse dentre os quais se destaca: um vida diária bem-regulada; pensar de modo positivo e construtivo; não protelar coisas que precisam de sua atenção imediata; ter um tempo para orar, meditar ou auto-refletir; manter uma dieta apropriada; exercitar-se; dormir e manter-se em comunicação com os membros da comunidade local.
Esta última observação me faz lembrar de uma texto que li sobre a cidade de Roseto, localizada no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, onde havia um baixo e inusitado nível de doenças coronárias – comumente relacionadas com o estresse. Roseto foi fundada por imigrantes italianos e a maioria da sua população era generosa em suas refeições. A dieta dos seus habitantes consistia de uma grande quantidade de alimentos gordurosos e carne; além disso, muitos eram fumantes. Os pesquisadores tentaram descobrir a razão da população local se manter saudável.
Eles descobriram que a cidade era como uma grande e feliz família, unidas por um espírito de auxílio mútuo e profunda relação interpessoal entre os vizinhos. Havia inúmeras chances para as pessoas se comunicarem e desfrutar da companhia dos amigos. Mas, o tempo passou e o laço de cada indivíduo com a comunidade se enfraqueceu. Como resultado, embora a dieta permanecesse a mesma, o nível de doenças coronárias gradualmente aumentou para a média norte-americana.
Ter um bom amigo, alguém na qual possamos falar sobre tudo, compartilhando todas as nossas alegrias e tristezas com completa confiança e abertura, capacita-nos a obter um equilíbrio interior. O bom humor e o riso são também importantes formas de combater o estresse.
Simples medidas como um sono relaxante, boa alimentação, banho quente ou exercícios leves podem ajudar também. O segredo é utilizar o seu tempo de modo sábio e encontrar maneiras de proporcionar a si mesmo uma mudança de rumo. Nós todos devemos reservar um tempo diário para relaxar, ouvir uma música ou andar despreocupadamente – em suma, qualquer atividade que combine conosco – mesmo que seja por 10 ou 15 minutos.
Quando estamos sofrendo uma situação estressante, é fácil sentir pena de si mesmo, imaginando que não há ninguém mais infeliz do que nós. As pessoas que passam por um profundo estresse e ansiedade geralmente tendem a se isolar e ruminar sobre o seu próprio sofrimento. Um médico disse-me que um dos métodos de tratamento é reunir um grupo de pessoas com tais características e direcioná-los a dispender todas as suas energias em pensamentos e ações que direcionem ao bem estar dos outros. Aparentemente este tipo de terapia tem obtido bons resultados.
De modo semelhante, quando nós rompemos a barreira do isolamento e agimos de modo concreto em prol de outros, podemos encontrar novas fontes de esperança e vitalidade dentro de si.
Assim, mesmo que pareça estranho, simplesmente relaxar e não fazer nada pode não ser necessariamente o melhor caminho para se livrar do estresse. Algumas vezes, achar algo novo e interessante, algo na qual possa direcionar todas as suas energias, possa ser um modo mais efetivo para ‘curar’ do estresse.
Felizmente, a vida é naturalmente comtemplada com a capacidade de converter mesmo o negativo em algo positivo. Com relação ao estresse, a questão é se nós somos habilitados a usá-lo como um vento benéfico que impulsionará nossas asas a voar mais alto pelo céus, ou se permitidos a sermos soprados por ele. Cada um de nós tem a capacidade de decidir sobre ito. Eu, de modo convicto, acredito que assim como o budismo ensina, nossa vida em seu nível mais profundo é moldada por nossa própria determinação pessoal, nossa condição mental.
Um avião não poderá voar sem a resistência do ar que o faz subir. Paralelamente, se nós não tivermos nenhuma resistência em nossas vidas, nenhum problema ou desafio, poderemos perder nosso foco e senso de direção. Assim, tudo depende se somos capazes de usar o ‘vento’ de modo positivo. Enquanto estivermos vivos, haverá algum momentos de estresse em nossas vidas. O mais importante é aprendermos a lidar com ele e usá-lo como um impulso para o nosso crescimento, para ampliar os nossos horizontes e encontrar um felicidade ainda maior.
Fonte: Mirror Weekly, 27 de junho de 1998.
Preciosa Colaboração de Charles Chigusa e-mail: chigusacharles@hotmail.com

As Mais Belas Histórias Budistas http://www.vertex.com.br/users/san e-mail: sandro@vertex.com.br

terça-feira, junho 26, 2007

MATÉRIA DA REUNIÃO DE PALESTRA. EM 23.06.07


Resposta ao Lorde Shijo Kingo(Shijo Kingo Dono Gohenji – Págs. 1180 a 1182)

Recebi um kan de moedas e respeitosamente relatei ao Sutra de Lótus que era um oferecimento de Yorimoto. Eu creio que o lorde Sakyamuni, o Buda Taho e os Budas das dez direções, assim como os deuses do sol e da lua certamente o protegerão.
Se um homem tenta se aperfeiçoar neste mundo, mesmo aquelas pessoas consideradas dignas e sábias, para não mencionar as pessoas comuns, ficarão invejosas e alimentarão malevolência contra ele. Três mil cortesãs tiveram ciúmes de Wang-Chao-chun, a favorita do imperador Yuan-ti da dinastia Han anterior. As consortes de Taishaku, em número de noventa e nove milhões de nayuta, odiaram invejosamente Kyoshika. O ministro Fujiwara no Saneyori invejou o príncipe imperial Kaneakira, e Fujiwara no Tokihira, então ministro da esquerda, ficou invejoso de Sugawara no Mitizante e acusou-o falsamente perante o imperador, causando o seu exílio.
Considere a sua própria situação à luz desses exemplos. O território do seu lorde Ema Nyudo foi vasto, mas agora diminuiu. Ele tem muitos filhos que poderiam sucedê-lo e tem também muitos funcionários que vieram desde há tempo prestando-lhe serviço. Estes devem estar sendo tomados de crescente inveja, à semelhança dos peixes que ficam agitados quando a água da sua lagoa diminui e como os pássaros que brigam entre si para agarrar os galhos quando os ventos do outono começam a soprar. Além disso, como o senhor desobedeceu o seu lorde e contrariou a sua vontade de tempos em tempos, as calúnias levadas a ele contra o senhor devem ter-lhe parecido mais do que plausíveis. Entretanto, apesar do senhor ter tido as suas terras confiscadas algumas vezes, em sua carta afirmou que lhe foi conferido um território. Isso é realmente maravilhoso. É precisamente a afirmação de que virtudes invisíveis trazem recompensas visíveis. Isso deve ter acontecido devido à sua profunda sinceridade em tentar levar o seu lorde à fé no Sutra de Lótus.
O rei Ajatashatru, embora tendo sido uma vez inimigo do Buda, começou a ter fé no Sutra de Lótus após ser advertido pelo seu ministro Jivaka, e pôde assim prolongar a sua vida e continuar o governo. O rei Myoshogon corrigiu as suas idéias errôneas através do conselho de seus dois filhos Jozo e Joguen. Isso é também verdade no seu caso. O lorde Ema está agora provavelmente mais brando devido à sua admoestração. Isso aconteceu unicamente devido à sua profunda fé no Sutra de Lótus.
Quanto mais profundas as raízes, mais exuberantes são os ramos. Quanto mais distante a fonte, mais longa a corrente. Semelhantemente, todos os outros sutras que não o Sutra de Lótus, têm raízes superficiais e curtas correntes, enquanto que o Sutra de Lótus tem raízes profundas e uma distante fonte. Eis porque o Grande Mestre Tientai afirmou que o Sutra de Lótus pode sobreviver e propagar-se mesmo numa era maléfica.
Muitas pessoas aderiram à fé neste ensino. Mas como grandes perseguições, tanto oficiais como não, ocorreram repetidamente a mim, apesar daquelas pessoas terem me seguido durante um ano ou dois, muitas delas abandonaram a fé e algumas voltaram-se inclusive contra o Sutra de Lótus. Algumas parecem aparentemente crer, mas alimentam dúvidas em seus corações, enquanto que outros aparentemente renunciaram à fé, embora possam estar continuando a crer em particular.
O Buda Sakyamuni, herdeiro do rei Sudodana, foi um grnde rei que governou os oitenta e quatro mil, duzentos e dez países do mundo. Todos os reis de todo o mundo curvaram-se diante dele, e a ele pertenciam dez miríades de milhões de servidores. Não obstante, ele deixou o castelo do rei Sudodana aos dezenove anos e entrou no monte Dandaka, onde se entregaria as austeridades durante doze anos. Naquele tempo, foi assistido por apenas cinco homens: Ajnata-Kaundinya, Asvajit, Bhardrikah, Dassabla Kashyapa e Mahanaman. Dos cinco, entretanto, dois deixaram Sakyamuni durante os primeiros seis anos, enquanto que os restantes três desertaram nos últimos seis anos (não mais acreditando nele). Embora deixado sozinho, Sakyamuni continuou sua prática e tornou-se Buda.
O Sutra de Lótus é ainda mais difícil de acreditar (do que Sakyamuni), assim, o próprio sutra afirma que é "…o mais difícil de se crer e o mais difícil de se compreender". Além disso, nos Últimos Dias da Lei, perseguições são muito mais frequentes e intensas do que durante a existência do Buda Sakyamuni. O sutra afirma que um devoto do sutra que persevera mesmo enfrentando perseguições receberá benefícios muito maiores do que aqueles obtidos através da doação de oferecimentos ao Buda por todo um aeon.
Estamos agora a dois mil, duzentos e trinta e tantos anos desde o falecimento do Buda. Aqueles que propagaram o Budismo na Índia por mais de mil anos após seu falecimento estão registrados na história sem omissão, e os que disseminaram o Budismo na China por mil anos e no Japão por setecentos anos estão também claramente relacionados. Muitos poucos deles, entretanto, encontraram perseguições tão terríveis quanto as do Buda. Muitos descreveram-se como homens dignos ou sábios, mas nenhum deles chegou a viver a predição do sutra, "(Como o ódio e a inveja proliferam mesmo durante a existência do Buda,) quão pior será no mundo após o seu falecimento?". O Bodhisattva Nagarjuna, Tientai e Dengyo encontraram grandes perseguições pelo Budismo, mas não foram tão grandes quanto as que o Buda descreve nos sutras. Isso acontece porque eles nasceram antes da época em que o Sutra de Lótus devia ser propagado.
Nós já entramos no "último meio milênio", ou início dos Últimos Dias da Lei. Esta época é como o sol no solstício do verão do décimo-quinto dia do quinto mês ou a lua da colheita no décimo-quinto dia do oitavo mês. Os grandes mestres Tientai e Dengyo nasceram demasiadamente cedo para vê-la; os que nasceram depois se lamentarão de terem chegado tarde demais.
A principal força do inimigo já foi derrotada (por Nitiren), e o restante não é páreo para mim. Agora é a época exata profetizada pelo Buda como "o último meio milênio", "o começo dos Últimos Dias da Lei", ou a era indicada pela passagem "quão pior será no mundo após seu falecimento?". Se as palavras do Buda não forem falsas, um sábio já deve ter aparecido certamente neste mundo. De acordo com os sutras, a maior guerra que o mundo já presenciou deverá tomar lugar como sinal do advento desse sábio, e como tal guerra já ocorreu, o sábio já deve ter aparecido neste mundo. O aparecimento, de um animal lendário chamada kylin indicou aos contemporâneos chineses que Confúcio era um sábio, e não há dúvida de que o relicário de uma vila ressoa para anunciar a vinda de um sábio. Quando o Buda fez seu advento neste mundo, o crescimento da árvore de sândalo informou aos seus contemporâneos de que ele era um sábio. Lao-Tzu foi reconhecido como sábio porque, ao nascer, a sola de um pé estava marcada como o caráter chinês "dois"e a do outro com o caráter "cinco".
Então, como se poderia reconhecer o sábio do Sutra de Lótus dos Últimos Dias da Lei ? O sutra afirma que a pessoa que prega e abraça o Sutra de Lótus é o enviado do Buda. Em outras palavras, aquele que abraça um único verso, capítulo, volume ou os oito volumes, ou que recita o título do Sutra de Lótus, é o emissário do Buda. E também aquele que persevera diante de grandes perseguições e abraça o sutra do começo ao fim é o emissário do Buda.
Eu não me considero de modo algum emissário do Buda, pois sou mortal comum. Entretanto, como incorri no ódio dos três forte inimigos e fui exilado duas vezes, eu sou como o enviado do Buda. Embora, apesar do meu coração estar impregnado dos três venenos e meu corpo ser do mortal comum, eu sou como o enviado do Buda, porque minha boca recita Nam-myoho-rengue-kyo. Se buscar um exemplo do passado, posso ser comparado ao Bodhisattva Fukyo. Se olhar para o presente, eu tenho vivido a descrição do sutra das perseguições ‘a espada e bastão, rochas e pedras’. Sob essa luz, indubitavelmente chegarei ao lugar de iluminação no futuro, e aqueles que me sustentaram irão também residir juntamente na terra pura. Eu tenho muitas outras coisas a lhe contar, mas irei parar aqui, e deixarei o restante para o senhor imaginar.
O acólito doente recuperou-se, o que me deixa muito feliz. Daishin-ajari morreu exatamente como o senhor previu. Mesmo o antigo médico mestre indiano Jivaka não seria páreo para o senhor. Todos estão aqui profundamente impressionados pela sua habilidade médica e previsão, e eu não sou exceção. Viemos comentando uns aos outros como suas predições sobre Sammi-bo e Soshiro tornaram-se verdadeiras, exatamente como duas réplicas igualam-se perfeitamente. Eu confio minha vida ao senhor e não consultarei outro médico.
Em 15 de setembro de 1278.
Nitiren.
Fundo de Cena
Nitiren Daishonin, então com cinquenta e sete anos de idade e vivendo no monte Minobu, enviou este escrito a Shijo Kingo em 15 de setembro de 1278, em resposta a uma carta e doações. Em sua carta, Shijo Kingo relatou que o lorde Ema não estava mais descontente com ele, e lhe havia dado terras maiores. Nitiren Daishonin expressou sua indisfarçável alegria com essa notícia e elogiou Shijo Kingo por sua fé que lhe havia dado forças para superar e suportar vários anos de dificuldades. Agora, Shijo Kingo não estava mais pobre, e podia oferecer um kan de moedas a Daishonin.
Neste escrito, Nitiren Daishonin inicialmente atribui a boa sorte de Kingo à sua sincera fé que lhe possibilitou viver mesmo sob as falsas acusações contra ele e reconquistar a confiança do seu lorde. A seguir, salienta a extrema dificuldade de acreditar no Sutra de Lótus nos Últimos Dias da Lei e a imensurável boa sorte que pode ser obtida com essa fé. Finalmente, à luz dos sutras, ele se refere à sua própria missão como ‘o enviado do Buda’ para propagar a essência do Sutra de Lótus nos Últimos Dias da Lei. Ele promete que todos os que lhe apoiarem atingirão, juntamente com ele, a iluminação.
Daishonin cita duas razões para afirmar que ele é "como o enviado do Buda". Uma delas é o fato de ter experimentado a profecia do Sutra de Lótus de que o seu devoto na era posterior ao falecimento do Buda enfrentaria perseguições ainda maiores do que a dos dias de Sakyamuni, ele seria atacado com bastões e pedras, e seria exilado mais de uma vez. A outra razão está baseada nas predições das escrituras, de que, quando o sábio da última era surgir, iria ocorrer a maior guerra que o mundo teria presenciado. Nitiren Daishonin concluiu que a campanha de conquista mongólica correspondia às descrições do sutra.
Shijo Kingo (1230-1300) foi um fiel crente que dedicou-se resolutamente à fé no Gohonzon, e protegeu e seguiu Nitiren Daishonin, decidido a morrer junto. No ano seguinte, ele recebeu o manuscrito de ‘A Abertura dos Olhos’, um dos mais importantes escritos de Daishonin, revelando a sua iluminação.
Como Shijo Kingo era suficientemente ousado para tentar o chakubuku ao seu lorde Ema Nyudo, no ano de 1274, logo se envolveu em dificuldades. O lorde Ema desaprovou a sua fé, e os colegas invejosos aproveitaram a oportunidade para fazer acusações a Ema contra ele. Nos anos seguintes, Kingo viu o sofrimento, pois o lorde Ema reduziu o seu feudo e não lhe depositou confiança. A situação piorou em 1276 quando o lorde lhe ordenou a transferir-se para uma província distante caso não renunciasse à fé no Budismo de Daishonin. Kingo lutou duramente para enfrentar esse impasse, seguindo as orientações de Daishonin. No ano de 1277, uma epidemia abateu sobre Kamakura e o lorde Ema caiu doente. Seu descontentamento com Shijo Kingo perdeu comparativamente a significância.
Embora o lorde tivesse recorrido a todos os meios de tratamento, ele não melhorou e, no final, não teve escolha senão recorrer à ajuda de Kingo. A habilidade médica e o dedicado tratamento de Kingo conseguiram a cura e isso, juntamente com a sua inflexível lealdade, dissiparam a ira de Ema. Este renovou então a sua confiança em Shijo Kingo e, no ano seguinte, conferiu-lhe um feudo muito maior do que o anterior. Este gosho foi escrito em resposta ao primeiro relato de Shijo Kingo de que as circunstâncias haviam mudado para melhor.

As mais Belas Histórias BudistasEndereço: http://www.vertex.com.br/users/san e-mail: sandro@vertex.com.br

Tenham todos uma boa semana..
Um beijo..
Dps volto com calma..